Cultura e Lazer

Esta pandemia não nos vai fazer parar…

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De jogos de tabuleiro a webinars. As escolhas da assistente social, Dulce Santos, para o seu confinamento.

Foi há um ano atrás que, de forma inesperada, fomos surpreendidos por uma pandemia que veio mudar as nossas vidas. Tudo parou… e de uma forma até então impensável. A regra foi, e ainda é, ficar em casa. Sair, só mesmo para o necessário. Fomos obrigados a confinar e rapidamente a adotarmos novas formas de viver, de conviver, de trabalhar, de lazer…
Para uma sociedade habituada a uma vida frenética que se caracteriza por imensas interações pessoais diárias foi fundamental adaptar-se às novas mudanças.
Ao receber o convite do jornal “O Regional” para escrever sobre o que fazer em tempos de pandemia… fez-me refletir que confinar não pode ser sinónimo de parar, bem pelo contrário. Trata-se de uma oportunidade que temos de, sozinhos ou em família, fazer atividades que no nosso ritmo de vida habitual não nos era permitido.
E em casa, com acesso às novas tecnologias, à televisão por cabo e aos diversos serviços de streaming há imensas opções para usufruirmos no nosso tempo de lazer, o difícil torna-se, por vezes, a escolha.
Ver séries e filmes, em família, é uma das minhas escolhas. Aconselho “Ted Lasso” uma série da AppleTV+ que junta futebol e comédia de uma forma muito refinada. Aborda temas como a amizade, companheirismo, bom senso, respeito pelo próximo, transmissão de positividade e fair-play. As imensas lições que podemos tirar desta série de comédia são todas elas passadas em tom de brincadeira, mas não podiam ser mais sérias e urgentes. Num mundo cada vez mais dividido em extremismos, na falsa busca pela utopia, é refrescante encontrar material de qualidade onde há ordem na diversidade, respeito por opiniões diferentes discutidas com pré-disposição em aprender, evoluir e crescer.
Ir buscar os jogos de tabuleiro há muito guardados é também uma excelente alternativa. Permitem-nos passar bons momentos de diversão e convívio. O Trivial, Monopoly, Pictionary, cartas, dominó, puzzles, fazem-nos recordar a infância e os momentos que passávamos em casa juntos dos mais velhos, sem o recurso constante aos tablets, computadores, ecrãs, que invadiram as nossas vidas.
Por fim, e não menos importante, aponto como algo muito positivo a grande oferta atual, online, de formações, workshops, webinars. Há uma panóplia de temas, de vários formatos, para todas as idades.
É grande a facilidade de frequentarmos estas ações, de adquirirmos conhecimentos e de estarmos em constante evolução, sem sairmos das nossas casas. Tenho participado em algumas e realço duas das ações que tenho participado: palestras e sessões do especialista em coaching e desenvolvimento humano, fundador da Be:coach - Jorge Coutinho, por ser uma forma de grande motivação e inspiração no crescimento pessoal; e Mini Chefs - curso de culinária para os mais novos que, num ambiente de convívio e de boa disposição é elaborado, com a orientação da formadora Andreia Sousa Martins, o jantar de sábado.
Muitas outras sugestões poderiam ser elencadas aqui, cabe a cada um de nós fazer a melhor escolha de forma a manter o equilíbrio, combater a ansiedade e enfrentar a presente situação com uma mentalidade positiva.

Assistente Social

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