Sociedade

Mais de 6 milhões de euros para habitação em S. João da Madeira

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O Município de S. João da Madeira assinou, com o Governo, o acordo de colaboração no âmbito do programa 1º Direito, que permitirá apoiar 339 famílias

O acordo prevê o financiamento de 6,26 milhões, dos quais 3,4 milhões são a fundo perdido, pelo IHRU (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana), um programa público que se destina a apoiar famílias carenciadas.
Na cerimónia de homologação, que decorreu virtualmente, na última sexta-feira, dia 5, o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Vultos Sequeira comprometeu-se, “com os cidadãos”, a “honrar” a Estratégia Local de Habitação do município e o acordo assinado e homologado, que considera ser “um passo de gigante” para responder às necessidades.
Para Jorge Vultos Sequeira, a reabilitação é a solução “principal e prioritária é a reabilitação”, pois “é no edificado existente que está devoluto, que está sem utilização, que, em primeiro lugar” se deve “procurar resposta para os problemas da habitação”.
O edil sanjoanense agradeceu a todos os partidos “por compreenderem a importância da estratégia”, que, recorde-se, foi aprovada unanimemente em Assembleia Municipal.
A cerimónia da homologação contou com as presenças da secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, do secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho, bem como do Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.
Com “tristeza” por não estar fisicamente na sua terra, mas “orgulho enquanto sanjoanense”, o ministro apontou a “falha do Estado” em não acompanhar as necessidades da população, relativamente a políticas de habitação, ao longo de vários anos.
Pedro Nuno Santos agradeceu “a competência e empenho” à câmara de S. João da Madeira e aos serviços municipais, que fizeram “bem” o seu trabalho, apontando a necessidade de, “no futuro”, se resistir “às tentações de alienação do parque público de habitação”.
O ministro quer que as políticas habitacionais não sejam apenas para famílias carenciadas, mas que toda a população sinta “que a política de habitação é também para si”, destacando quem tem “rendimentos médios”, para quem também há um programa.
Pedro Nuno Santos informou ainda que o Governo irá afetar mais de 1200 milhões de euros da chamada ‘bazuca europeia’ ao 1º Direito.
O governante assinalou a sua vontade de “dar mais notícias a S. João da Madeira”, e não só, alertando que “as autarquias que executarem primeiro têm de ser premiadas e reconhecidas”, pois, para Pedro Nuno Santos, a execução é a chave para o sucesso: “só vai valer no dia em que se abrir a porta”.
Nesse sentido, Jorge Vultos Sequeira deixou o aviso: “já estamos com algum trabalho de preparação, portanto, o IHRU que se prepare também para nós”.
S. João da Madeira é o 15º município do país e o primeiro no distrito de Aveiro a assinar o acordo de colaboração no âmbito do programa 1º Direito.
Recorde-se que a Estratégia Local de Habitação do concelho pretende dar resposta a 870 famílias, abrangendo mais de 1700 pessoas, e, as 531 famílias que não serão abrangidas por este acordo serão salvaguardadas diretamente junto de beneficiários diretos.
O presidente da câmara referiu ainda que há cerca de três centenas de pessoas inscritas na Habitar. Nem todas são de S. João da Madeira, mas, a sua “origem geográfica não é decisiva”, até porque “muitas trabalham” na cidade.
O município gere um parque habitacional de 635 fogos de habitação social e também há agora “a oportunidade” de reabilitar edifícios da PSP e GNR, devolutos há mais de 30 anos, conforme sublinhou, na cerimónia da passada sexta-feira, o presidente da câmara de S. João da Madeira.

PS congratula aposta do executivo na habitação
Para o presidente do Partido Socialista local, Rodolfo Andrade, a aposta na habitação é “uma das medidas mais importantes e impactantes” de Jorge Vultos Sequeira e do “executivo PS”.
O PS apontou, em comunicado, que se trata de uma “solução clara e concreta” que, além de “devolver a esperança a várias famílias”, vai permitir “a captação de famílias residentes em concelhos vizinhos”.
Já a Juventude Socialista fala de um “momento histórico”, com Leonardo Martins a considerá-lo “decisivo de viragem na resposta efetiva que é dada aos problemas reais das famílias sanjoanenses” e a enaltecer as medidas do executivo, que, disse, vão contribuir para “inverter a perda de população jovem”.

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