Educação

30 anos - “Agora Nós” e a imprensa escolar na Serafim Leite

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A equipa de jornalistas do 8.ºD, no âmbito do “DAC – O 8.ºD está no ar”, entrevistou o coordenador do “Agora Nós”, o jornal escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite, Professor Celestino Pinheiro, que está neste projeto desde 1993. 

Agradecemos a sua disponibilidade para satisfazer a vontade de conhecermos a história da nossa imprensa escolar e do Agora Nós.
Obrigado pela vossa disponibilidade e pelo vosso interesse. Publiquei recentemente um trabalho intitulado “30 anos - Agora Nós e a imprensa escolar na Escola Dr. Serafim Leite”, onde se dá a informação que me foi possível recolher. Pode ser lido a partir do jornal online atual. Está em formato ebook, enquanto eu não me dispuser a publicar alguns exemplares em papel. Faço também referências ao jornal “Ressurgir”, o primeiro jornal que existiu nesta escola, quando ela se chamava Escola Industrial e Comercial de S. João da Madeira, e ainda a outros projetos jornalísticos que existiram na escola, ao longo dos anos. Mas o que importa mais dizer é que o “Agora Nós”, que agora é online, mas já foi em papel, é fruto do trabalho e da iniciativa de dezenas de professores e alunos que, desde 1990, o foram alimentando.
Nos dias de hoje, com tanta divulgação de informação na internet / redes sociais, acha importante haver um jornal escolar?
É sempre importante, mas é sobretudo importante porque permite aos alunos verem publicados os seus trabalhos. Normalmente, um aluno entrega ao professor uma composição, um poema, um artigo de opinião, uma apreciação crítica, para que ele corrija e devolva uns dias depois. Se esse trabalho for publicado num jornal ou num blogue, ele ganha um novo valor e o aluno sente-se estimulado a escrever mais e a melhorar a sua escrita. Além disso, há o aspeto do intercâmbio de ideias.
No inquérito aos alunos do 3.º CEB e do Ensino Secundário da nossa escola, concluímos que existe um grande afastamento dos jovens em relação aos jornais em papel. Acha que através desta iniciativa de “O Regional”, os jovens poderão aproximar-se mais da leitura de jornais?
O problema é o grande afastamento dos jovens em relação à informação em geral, ao que se passa no mundo, ao que se passa no seu país, ao que se passa na sua escola… Os jornais são poderosos instrumentos de educação para a cidadania. Um cidadão mal informado é um “meio-cidadão”, para não dizer, um “não-cidadão”. E isso reflete-se em fenómenos indesejáveis que todos conhecemos. A informação em papel tem um “peso” diferente, não é tão volátil como a informação online. Por isso, esta iniciativa de “O Regional” é, sem dúvida, de louvar.

O título “Agora Nós” como é que surgiu? 
Surgiu a partir de um placar afixado numa parede da escola, onde quem quisesse podia sugerir nomes. Como vivíamos numa época em que as pessoas tinham um grande sentido de humor, surgiram nomes como “Sanjoalê-se”, “Os trolhas pegam às sete”, “Este jornal não tem grolhas”. Mas, “Agora Nós” foi o nome mais votado.
Que formato de jornal, em papel ou em digital, acha que atrai mais os leitores? E porquê?
O digital tem hoje alguma preponderância, mas ambos desempenham a função de informar. O formato em papel tem a vantagem de se poder guardar, de passar de mão em mão, de ter uma existência física. O digital consegue estar mais sobre o acontecimento, mas está sempre a atualizar-se e a desaparecer. No nosso caso, o Agora Nós acaba por servir de “arquivo” da vida da escola. Se eu quiser saber o que se passou há cinco anos na escola, conseguirei encontrar informação no “Agora Nós”. E se quiser saber o que se passou há mais tempo, temos o Blogue “Memórias da Serafim”, um projeto também muito interessante. E para a Biblioteca, temos o Blogue da Biblioteca. Todos estes instrumentos se encontram indexados no Portal do AESL. Aqui ninguém se pode queixar de falta de informação. Mas, mesmo assim, há muita gente mal informada…

A equipa do 8.ºD agradece ao professor Celestino e desafia-vos a ler jornais, como o “Agora Nós” ou “O Regional”. Como diz um velho slogan,
“Ler jornais, é saber mais”.

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