Sociedade

Abate de árvores na cidade continua a gerar controvérsia

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O abate de árvores continua a gerar controvérsia entre a Câmara Municipal e munícipes sanjoanenses.

Num e-mail, dirigido ao Presidente da Câmara e reencaminhado ao nosso jornal, a munícipe acusou a autarquia de “abate indiscriminado de árvores”, na Rua Serpa Pinto. Maria Luísa Ramalho sublinhou também que continua “a aguardar o envio dos relatórios fito-sanitários” daquelas árvores, que a autarquia diz estar a preparar para lhe enviar.

Contactada por ‘O Regional’, a Câmara Municipal disse que tem reforçado o número de árvores nos espaços públicos da cidade e que quando “se vê obrigada a cortar alguns espécimes procede à sua substituição”.

Recorde-se que, na Assembleia Municipal de 17 de dezembro passado, o deputado Manuel Luís Almeida (PSD/CDS) manifestou “desconforto” com o corte de árvores generalizado na Rua Serpa Pinto, considerando que “reconverter o arruamento, cortando todos os plátanos é um erro” quando todos pugnam “por políticas ecológicas e sustentáveis”. Nessa sessão, o presidente da câmara, Jorge Vultos Sequeira, esclareceu que as árvores “foram abatidas porque apresentaram problemas fitossanitários”, acrescentando ter “elementos que o provam” e mostrando-se disponível para os partilhar.

Nesse sentido, a informação técnica elaborada pelos serviços camarários será, “entretanto, enviada à munícipe”, segundo indicou agora a autarquia.

A avaliação fitossanitária foi feita “na sequência da queda, no início de 2020, de uma pernada de um dos plátanos, que provocou danos materiais numa viatura automóvel de transporte de mercadorias, estacionada no local, constatando-se que esses espécimes apresentavam sinais de colapso devido a fenómenos de podridão”, esclareceu também a câmara.

A autarquia acrescentou que a remoção dos plátanos foi seguida de um projeto de “desenho urbano e requalificação paisagística” que comtemplou “a plantação de 15 árvores”, da espécie  Acer sacharinum wieri, em substituição.

No e-mail enviado, a munícipe Maria Luísa Ramalho questionou também se a empreitada da ciclovia, no Parque Urbano do Ri Ul, prevê o abate de “árvores existentes nas vias a serem intervencionadas”.

Segundo informou a câmara de S. João da Madeira, o projeto da ciclovia não prevê o corte de árvores, “mas sim reforço do número de árvores existentes”.

Outra questão levantada por esta munícipe tem que ver com as obras de requalificação da Escola Secundária Serafim Leite. “Assisti com tristeza ao corte das árvores de grande porte”, escreveu Maria Luísa Ramalho. Sobre este assunto, e esclarecendo que a gestão do espaço é da responsabilidade do agrupamento, a câmara referiu que “no que respeita ao corte de algumas árvores no âmbito da empreitada de ampliação da escola, o mesmo decorreu do facto de se encontrarem na zona de implantação do novo edifício”.

Além das questões sobre o “património arbóreo” do concelho, a munícipe também chamou a atenção para a existência de um lancil, naquela rua, que considera não respeitar as “pessoas de mobilidade reduzida”. Esta situação verifica-se junto à ligação da Rua Serpa Pinto com a Rua de Olivença.

Em resposta a ‘O Regional’, a autarquia referiu que o projeto de requalificação da Rua Serpa Pinto seguiu os critérios legais de mobilidade e acessibilidade inclusiva, no que diz respeito a medidas dos passeios. Acrescentou ainda que, naquele local, havia uma sebe que “estrangulava o passeio” e que foi eliminada, com “integração da área ocupada por essas plantas na plataforma do passeio, criando-se assim condições ótimas para a mobilidade pedonal no local”.

Recorde-se que, conforme confirmou também ao nosso jornal a autarquia, a obra de intervenção na Rua Serpa Pinto ainda não está concluída.

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