Cultura e Lazer

Pedro Simões vence Lápis Ilustrado  

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No primeiro ano em que os prémios são monetários, foram distinguidos o artista Pedro Simões e as artistas Paula Vallar Gárate e Maria Carlos Cardeiro.

O designer gráfico Pedro Simões foi o vencedor do concurso Lápis Ilustrado da edição de 2020 do Encontro Internacional de Ilustração, promovido pela Junta de Freguesia de S. João da Madeira, cuja cerimónia decorreu nos Paços da Cultura, na passada quarta-feira, dia 30 de dezembro.

O vencedor, do prémio de 1500€, apresentou uma ilustração que permite uma observação da natureza, partindo da “condicionante” de permitir que o trabalho mantivesse leitura depois de aplicado ao lápis. 

A presidente da junta, Helena Couto, considerou que, devido às “dificuldades já sentidas pelas pessoas ligadas às artes”, no contexto da pandemia, apesar das hesitações, a organização decidiu realizar o evento, tendo como novidade “os prémios serem remunerados”. 

O júri composto por Francisco Vaz Silva, José Manuel Saraiva e José Vieira (da Viarco), premiou a espanhola Paula Vallar Gárate com o 2º prémio. A artista partiu dos conceitos da vida e do tempo, adaptando-os à madeira do lápis, chegando a uma árvore genealógica, com raízes e copa, em que à medida que se afiar o lápis vão desaparecendo as pessoas mais velhas. 

 O terceiro prémio foi entregue a Maria Carlos Cardeiro, da Torreira, que participou pela primeira vez por considerar “um chamariz” o caráter remunerado dos prémios. A artista procurou preencher o lápis com humor e apresentar uma homenagem ao lápis clássico, com uma ilustração de um animal — que dará a sensação de estar com o corpo enrolado no lápis — numa imagem de linhas amarelas e pretas.  

O jurado José Manuel Saraiva referiu que a “adequação da ilustração ao objeto lápis foi um fator decisivo”. 

José Vieira, por sua vez, apontou que “produzir um lápis é um desafio” porque “há coisas interessantes que funcionam e outras não”. O jurado salientou a importância do prémio ser remunerado. 

Receber material é espetacular, alimenta a alma, mas não paga rendas”, disse, acrescentando que os artistas devem ter “um retorno financeiro e não apenas um palco”. 

Recorde-se que das 178 obras recebidas foram selecionadas 25 ilustrações finalistas, das quais se destacaram as três premiadas. 

Na categoria Lápis Escola foram premiados alunos da E.B. 2,3 de S. João da Madeira (1º prémio), da Serafim Leite (2º) e da E.B. 1 do Parque (3º prémio), cuja vencedora, Leonor, aproveitou a cerimónia de entrega de prémios para oferecer um desenho à presidente Helena Couto.

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