Política

Mais de 700 pessoas votaram antecipadamente

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Decorreu no passado domingo, dia 17, o voto antecipado, no âmbito das eleições presidenciais. Foram mais de 700 pessoas a votar em S. João da Madeira.

No total, segundo os dados disponibilizados pela Câmara Municipal, votaram em S. João da Madeira 758 pessoas, nas duas secções que se encontravam no átrio do Fórum Municipal. 

Note-se que, a partir das 500 inscrições, teria de se criar uma nova secção e que votaram em S. João da Madeira eleitores de dezenas de freguesias distintas. 

Contudo, houve 51 desistências, uma vez que havia 809 registos para voto antecipado. À semelhança do que aconteceu por todo o país, também em S. João da Madeira se formaram algumas filas, não tendo chegado à Câmara Municipal informação de qualquer incidente. 

Ainda assim, as opiniões de quem votou, sobre a organização do voto antecipado na cidade, dividem-se. A sanjoanense Arménia Santos, que votou antecipadamente “por motivos profissionais”, disse a ‘O Regional’ que ficou “bastante surpreendida com as longas filas” que encontrou. “Quando cheguei ao Fórum Municipal, ainda antes das 16h00, deparei-me com um cenário que fez com que estivesse mais de meia hora na fila”, referiu. “No futuro, terão de repensar melhor a organização do ato eleitoral, para evitar situações como esta, que em nada é exemplo para o momento que atravessamos", concluiu ainda a sanjoanense.

No entanto, a opinião de cada votante difere consoante a experiência e a perspetiva de tempo de cada pessoa. A munícipe Rita Costa inscreveu-se no voto antecipado para evitar cruzar-se “com muita gente” e considera que foi “bem sucedida”, conforme indicou a ‘O Regional’. A sanjoanense diz ter demorado cerca de 20 minutos “entre chegar e votar”, o que não considera que tenha sido demorado. “Achei que foi bem organizado e foi rápido”, refere, acrescentando que verificou “bastante distanciamento social” e respeito pelas “pessoas com  problemas de mobilidade”. 

O presidente da câmara, Jorge Vultos Sequeira, sublinhou que “votar é um direito fundamental e um dever cívico, porque, como se demonstrou com os recentes acontecimentos nos Estados Unidos, as democracias são frágeis e precisam da intervenção e da defesa permanente dos cidadãos”. 

A realização desta fase das eleições contou com a colaboração de funcionários da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, aos quais o autarca agradeceu “o trabalho”, assim como aos membros das mesas. 

Na quarta-feira, dia 20, foram recolhidos os votos de eleitores em confinamento obrigatório, em S. João da Madeira. A equipa, formada pelo presidente da câmara, pelo coordenador e um técnico da proteção civil municipal, recolheu os votos de 11 pessoas nesta situação. Essas pessoas tiveram de se inscrever antecipadamente para poder votar nestas circunstâncias, tendo-se verificado, no total, 12 inscrições e havendo, portanto, uma desistência. Segundo Jorge Vultos Sequeira, não houve inscrições vindas dos lares da cidade.

Acrílicos e testes para quem está nas mesas não estão previstos

Recorde-se que, face à situação da pandemia, em S. João da Madeira, há 20 secções de voto, distribuídas por seis pontos da cidade (Fórum Municipal, Casa da Criatividade, Escolas Oliveira Júnior, Serafim Leite, João da Silva Correia e antigo Ciclo Preparatório) tendo a câmara enviado a informação para casa dos munícipes, depois de uma sugestão da oposição nesse sentido. 

Na reunião de câmara de terça-feira, dia 19, a oposição considerou importante “criar novos mecanismos e novas soluções para que o voto seja mais ágil” e o vereador Paulo Cavaleiro questionou se, no domingo, dia 24, haverá acrílicos a dividir as mesas de voto. Paulo Cavaleiro questionou ainda se a autarquia previa testar as pessoas que vão estar nas mesas. 

O presidente da câmara, Jorge Vultos Sequeira, esclareceu que o acrílico “não é obrigatório”, mas será analisado também “à luz do que outras câmaras estão a fazer”. Quanto aos testes, também não está previsto, mas será discutido com as autoridades de saúde “sendo certo que o teste será sempre voluntário”. 

TUS ajustado a locais de voto 

No domingo de eleições, os Transportes Urbanos de S. João da Madeira (TUS) vão de forma ajustada aos locais de voto. 

A câmara já disse que os autocarros vão passar pelos seis edifícios onde haverá mesas de voto a funcionar. 

Esses veículos vão circular entre as 8h00 e as 20h00, com um desfasamento de 30 minutos”, realçou a autarquia.

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