10.ª edição do Ecos Rock,  “uma montra para as artes”

10.ª edição do Ecos Rock, “uma montra para as artes”

O Ecos Rock esteve de regresso, no último fim-de-semana, à Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira, e juntou sete bandas numa única noite. Um festival “que faz sentido existir” numa cidade com uma “cultura rock” e que dá a conhecer as bandas de garagem.
“Este festival revela aquilo que nós somos enquanto associação e este festival precisa de acontecer em S. João da Madeira”. A frase é de Rita Pereira, presidente da direção dos Ecos Urbanos relativamente à 10.ª edição do Ecos Rock, festival de bandas de garagem, que se realizou, no último sábado, dia 9, na Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira. “Este festival é uma montra para as artes. O Rock existe nas garagens em S. João da Madeira, está muitas vezes escondido, felizmente que existe já quem o traga a palco, mas tocarem num festival para muitos é a única ocasião que têm”, porque “S. João da Madeira tem uma cultura rock”, revela a responsável.
Este ano, os Ecos Urbanos, organizadores do evento, em coorganização com o município, optaram pelo regresso ao formato concentrado, com as sete bandas a pisarem o mesmo palco numa só noite.
Voyance, Redemptus, Take Back, Rita Lina, STéP – Sardinha Também é Peixe, The Burgundu’s Tie e Isac foram os nomes que aqueceram uma noite fria de inverno, onde marcaram presença cerca de 400 pessoas.

Festival com copos reutilizáveis

“O balanço da edição deste ano é muito positivo” e a aposta da realização do festival numa única noite “é uma aposta ganha”, uma vez que “acabou por atrair mais gente”, tendo a receita rendido “cerca de 500 euros”.
Rita Pereira destaca ainda na edição deste ano a qualidade do som, que foi comprovado com o feed-back de bandas e público, que o aprovaram.
Relativamente ao interregno da edição do ano passado, revela que, em 2018, “a maioria das bandas esteve em estúdio” e “outras a iniciarem”, pois ainda não se sentiam preparadas para o desafio de estarem em palco.
Rita reforça que uma vez mais o festival teve uma vertente social, apoiando este ano a Campanha «Apadrinhe Esta Ideia» – “esta é uma particularidade do Festival, que outrora já apoiou outras causas”.
Outra das novidades da edição deste ano do festival foi a utilização de copos reutilizáveis, num evidente sinal de combate ao plástico descartável. “Este tipo de iniciativas ecológicas começa já a entrar de forma muito natural nos jovens e, por isso, introduzimos o Ecos Copo no evento”. Isso permitiu a redução da pegada ecológica e “isso para nós” é um ganho muito grande. “Todos aderiram bem a esta ideia e não se opuseram a ter de pagar uma caução pelo copo”, referindo que com esta medida baixou claramente a produção de lixo no evento.

António Gomes Costa

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